Se essa rua fosse minha
Não deixava asfaltarAsfalto não é coisa boa
E isso posso provar
Pavimentação é quente
Nos buracos cabe gente
E não deixa água passar
Se acaso de asfalto
Realmente precisasse
Botava um asfalto bom
Que nunca se esburacasse
Um material ecológico
Porque é bem menos tóxico
Que a água ele drenasse
Pra não ter ilha de calor
Pintaria ele de branco
Pra aproveitar o frescor
E a gente sentar uns bancos
Muita árvore e gramado
Pois lugar arborizado
Se chove não desce o barranco
E a lei Renata Souza
Aqui seria cumprida
E na forma de poesia
Ela estaria imprimida
Em meio às artes da praça
Flor, artesanato e graça
Pra ficar bem conhecida
Na rua teria pomar
E horta comunitária
Pra todos alimentar
Quase uma reforma agrária
Na abundância de alimento
Ninguém em nenhum momento
Faria refeição precária
Se essa rua fosse minha
Não teria muro na escola
Pois lugar de aprendizado
Não precisa ser gaiola
Aprender é liberdade
Testar possibilidades
Menos que isso é esmola
Se essa rua fosse minha
Não haveria mendigo
Qualquer um que aqui parasse
Encontraria abrigo
Vida com dignidade
E na plena amizade
Ia ser costume antigo
Quem gostar da minha rua
Não achar coisa de louco
Traga ela à realidade
Transformando pouco a pouco
A sua própria existência
Fazendo dela vivência
Com partilha e amor de troco.
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